Portugal manteve a 9.ª posição no ranking dos países europeus mais atractivos para o investimento estrangeiro, segundo o EY Attractiveness Survey 2026. Apesar de ter registado uma redução de 5% no número de projectos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em 2025, o desempenho nacional foi mais resistente do que a média europeia, reflectindo a capacidade do país para continuar a captar investidores num contexto internacional desafiante.
Os sectores de software, tecnologias de informação, serviços empresariais e serviços profissionais continuam a liderar a atracção de investimento, confirmando a relevância das actividades de elevado conhecimento na economia portuguesa.
Paralelamente, aumentou o número de projectos de expansão por parte de empresas já instaladas em Portugal, um sinal de confiança no mercado nacional e no potencial de crescimento das suas operações.
Ainda assim, especialistas alertam que a resiliência demonstrada pelo país deve agora ser convertida em ganhos de competitividade de longo prazo. Para tal, será fundamental criar melhores condições para financiar, executar e expandir investimentos, permitindo que Portugal acompanhe o ritmo de mercados europeus que têm registado um crescimento mais acelerado na captação de IDE.
A atracção de investimento de maior valor acrescentado passa também pela aposta em áreas estratégicas como a inteligência artificial, as infra-estruturas digitais, os serviços avançados e a reindustrialização sustentável. O objectivo é captar projectos com maior impacto na inovação, produtividade e desenvolvimento económico.
Nos próximos anos, os centros de dados, a logística e as cadeias de abastecimento deverão assumir um papel de destaque. A disponibilidade de talento qualificado, a estabilidade política, a qualidade de vida e o crescente acesso a energia renovável são factores que continuam a reforçar a posição de Portugal como destino competitivo para o investimento internacional.
